terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ó Deus salve o oratório... Ó Deus salve o oratório...


Sabe aquele canto perto da porta de entrada, vazio, ocioso, que você não tem a menor idéia do que pode fazer com ele? Pois é. Eu também não tinha a MENOR luz do que fazer com o meu! Me dava ARREPEIOS só de pensar em colocar um aparador com aquele monte de porta-retrratos, castiçais, um vasinho para combinar e um espelho em cima, com moldura de quadro. ARGH!!!! A CA-RA da minha avó. Aliás, acho que de todas as avós do mundo!!! Eram tantos porta-retratos, de todos os tamanhos, cores e modelos, um amontoado em cima do outro que a gente sempre se esbarrava em um deles quando brincava de pique-esconde num espaço de 1 metro quadrado. E ficava de castigo depois. Não que a avó colocasse. Avós nunca botam os netos de castigo, mas os pais davam AQUELE safanão na gente, né?

Mas, traumas à parte, um belo dia, fui jantar em um restaurante chiquerééérrimo, super intimista, cuja decoração parecia uma sala de estar. Foi daí que tive a brilhante idéia (PLIM PLIM PLIM)... Mentira! Idéia nada! Eu simplesmente COPIEI. Olhei aquele cantinho e memorizei cada detalhe para suprir o espaço vazio do meu apê. SEM PORTA-RETRATOS! Afinal de contas, o restaurante era tão chique, a comida era tão pouca e não dava para pedir mais um vinho de quatro dígitos, que sobrou tempo para ficar olhando para o aparador místico.

Isso aí, meu povo! Um aparador místico, tipo um oratório. AMEI! Fui atrás de cada detalhe: mesa em antiquário, objetos em lojas indianas, etc. Como não sou religiosa, busquei coisas que eu gosto, que me fazem bem. Confesso que não foi muito fácil. Primeiro achar uma mesa do tamanho do espaço. Depois achar um abajour da vovó e otras cositas más. Mas vejam como ficou...



Um Buda, uma bauzinho de elefantes, passadeira de seda e abajour com cara de velho...

Então? O que vocês acharam? De umas semanas pra cá, estou com idéia fixa de que falta uma cor na parede do fundo. Um amarelo OVO, quem sabe... Ou um papel de parede, sei lá... Ou será que vai ficar muito papagaiado? O que vocês acham?





Fiquei louca quando entrei na loja indiana e vi um Narguilê. Confesso que não sei nem "ligar" um. Mas achei que tinha TU-DO a ver, não tinha?



Uns incensos, que eu acendo em dia de visita, o Buda e Yê (assim que eu chamo essa senhora que gosto muito)



Espelho em Mosaico, para combinar com o estilo


Não que eu seja superticiosa, mas, por via das dúvidas....


Outros oratórios que achei por aí...
 
Não fica o máximo, um canto ZEN???
 
Acho que traz paz... E fico por aqui, com esse cheirinho de incenso no ar...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Paredes que falam

Opa! Opa! Opa! Dei aquela sumidinha báááásica de carnaval. Sabe com é, a ressaca ainda perdura e raciocinar anda meio difícil (quem me segue no twitter, sabe... @fabiolapessoa).  Acho que daqui para o fim da semana que vem eu volto a ser a mesma. Espero...

Bom, mas hoje eu vim falar sobre a moda de colocar adesivos com frases nas paredes. Definitivamente o último grito do verão, acho que dá a maior personalidade para uma paredezinha que tá ali, aparentemente sem função alguma. Tem paredes que não pedem quadros, porque são corredores, passagens, lugares de trânsito...  E se aquela visita, que não está acostumada a se encolher quando passa naquele local, esbarra no seu quadrinho que custou $1 milhão, vai ficar difícil não fazer cara de quem quer jogar a pessoa do 6º andar, né?

O que você faz então? Faça sua parede falar! Aliás, não só falar, como também expressar-se com algum desenho. Eu optei por frase, pois acho que podemos nos expressar mais, dizer aquela frase que faz algum sentido para a gente, para nossa família e para nossos amigos. Afinal, são eles que frequentam nosso cantinho, não é? Por que se fosse nossos inimigos poderíamos usar símbolos, do tipo... "vai tomar no  #$%!!!!!" Não ia ser o máximo???

Bom, indo para a parte prática da coisa, descobri o site do istick, que a maioria aqui já deve ter frequentado. Lá tem várias idéias legais, desenhos, frases de ícones do cinema, literatura, etc e tal. E você pode montar sua própria frase também. Só que, no meu caso, minha parede era um pouco grande e o orçamento no site ficou, digamos, além da conta. Sairia R$ 580,00. Vai tomar no #$%¨!!!! Era essa frase que eu quis fazer quando o site me passou o preço. Mas daí, mamãe aqui teve a brilhante idéia (aqui, nessa hora, pense num fundo musical para a palavra brilhante... PLIM PLIM PLIM) de contactar um amigo que mexe com essas coisas de gráfica. Mandei a frase que eu queria e pedi exatamente no tamanho e na fonte que estava no istick e ele mesmo fez.  Quanto? O meu saiu R$ 160,00... Já é uma economia, né?? Se vcs quiserem, passo o contato dele, ok?




Definitivamente não daria para colocar nada aqui, além de um adesivo...


O espaço fica cheio de personalidade...


Faz a gente refletir....


Esse adesivo é do Istick. Confesso que QUAAASEEE mandei fazer esse....

Esse é o quarto de uma leitora do blog. Show, né?


Mas aí eu vi essa obra de arte do arquiteto das estrelas, Rosenbaum (aquele que faz o Lar Doce Lar)...




E descobri a combinação que tinha tudo a ver comigo: frase + Chico Buarque


E a minha ficou assim... É uma música que tem tudo a ver com minha história...


 
Num cantinho modorrento da minha sala....
 
 
Eu poderia ter feito maior, mas não queria cortar as frases. E aí? O que você achou?


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Olha a "cabeceira" do Zezé...

Olá, terráqueos!!!!

Em ritmo de carnaval, venho por meio deste (acho horrível essa expressão) comunicar a chegada de minha cabeceira. AÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!! Acho que ficou "tipo tudo" no meu quarto. Deu aquele upgrade na cama box, que estava xoxa, xoxa...

Mas eu sinto informar que esta aquisição não foi das mais baratas não. Resolvi investir nas minhas noites de sono. Mas, como o blog é de dicas, hoje a dica é para onde NÃO comprar.

Seguuuuinte: estava à procura da cabeceira perfeita e saí navegando por aí, levando um violão debaixo do braço... Achei um site que tinha umas cabeceira PERFECTS. O contato era apenas via email. Bom, pedi orçamento e que eles me mandassem amostras de tecidos pretos, pois essa era a cor que eu queria. Ah! esqueci de dizer que a cabeceira que eu procurava era acolchoada, no estilo painel.

Isso foi em julho do ano passado. Em outubro, chegaram umas amostras de tecidos lá em casa. DE TODOS OS TIPOS DE TECIDO E TODAS AS CORES E ESTAMPAS, menos preto. Legal! Nessa época, eu já havia pesquisado em lojas físicas e já tinha resolvido que eu queria chenille preto.

"Olha, pedi tecidos pretos e vocês me enviaram de todas as cores três meses depois e tal... Eu já sei o tecido que eu quero, tem como eu fazer um orçamento por telefone?".

"Não, vendas online nós só fazemos por email mesmo." Como eu tinha gostado muito dos modelos da loja, insisti mais uma vez , pedi para falar com o vendedor e eles me deixaram mais de 15 minutos esperando no telefone e ninguém veio me atender (a loja é de São Paulo).

Bom, como eu acredito que errar é humano, dei uma segunda chance para que eles vissem a cor do meu rico dinheirinho. Escrevi um email, pedi a cor preta, etc, etc... Resultado? Agora, em FEVEREIRO chegaram as amostras (para quem não sabe, as amostras são pedacinhos de retalhos, para que você tenha noção do tecido. São mandadas por Sedex). Legal, né? Se, para vender, que é de interesse da loja, demorou sete meses, imaginem quanto tempo demoraria para chegar a tal cabeceira? Nas Olimpíadas do Rio eu estaria estreiando minha aquisição...

O que dói o coração é ver que as coisas são bem bonitas. Mas eu mesminha não confiei. Não sei porquê... Mas, se você mora em sampa, dá pra ir lá e conferir. Mas compre e leve sua cabeceira DEBAIXO DO BRAÇO, pois corre o risco dela chegar no funeral do seu bisneto.

Agoras, vamos aos fatos. Essas são da Artezanal, o tal site:


Era bem esse estilo que eu estava procurando mesmo. Não parece aquelas cabeceiras de motel antigo? Daquelas que tinha botãozinho giratório de rádio e tv? (Não que eu já tenha ido num desses lugares...). Mas agora é tendência, filha!



Uma graça mesmo. Mas, Artezanal, perdeu, playboy!


Esse foi um modelo que eu saí mostrando em todas as lojas, para ver se eu encontava... Sou persistente!


Minhas caminha box antes. Triste, solitária e infeliz...


Olha que UP!!! favor não reparar no restante da decoração que ainda está em fase de, digamos, remanejamento. O foco aqui é a cabeceira. FOQUE!


Detalhe para o suporte em laca. Na realidade a cama tem que ficar na altura do acolchoado, mas isso é um "detalhe" que eu vou trocar também.


A tomada teve que ser removida. Se o apt fosse meu, o certo seria furar o móvel, fazer um quadradinho para a tomada.


Escolhi um modelo que ultrapassava os linites da cama, pois dá a impressaõ que alooooonga o quarto. Não ficou legal? Vai ficar um LOUUUUXO quando eu colocar os acabamentos. Isso foi só o começo.


PS: O lance do Motel foi minha mãe que me contou, ok?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Síndrome de pobreza

Gente, sério! Precisava compartilhar isso com vocês. Ainda sobre Papel de Parede... Tudo bem que eu já coloquei um post quilométrico sobre o assunto, mas encarem isso como um EXTRA! EXTRA!

Resolvi abrir a mão e comprar um cabeceira LUXO pra compor a tal decoração "bordel" do meu quarto. Caaaalmaaa! Eu sei que a palavra é forte, mas eu vou explicar o que é. Mas, primeiro, vamos focar no tal papel de parede. Fui a um shopping aqui em Brasília especializado em decoração, com lojas chiquééérrimas e carééérrimas, com peças de designers famoséééérrimos. Em uma loja de artigos para quarto, comprei uma cabeceira para cama box e a decoradora do local fez para mim um projetiinho em cima do que eu tinha dito que queria (na realidade, ela basicamente colocou no papel o que eu já tinha na cabeça). Discutimos o estilo de papel de parede que iria compor o visual do quarto e ela propôs que eu fosse numa loja nesse mesmo shopping para ver os modelos.

Ela já sabia do esquema de internet que eu tinha descoberto, mas pediu que eu fosse à loja mesmo assim para ver os modelos e depois tentar achá-los na internê pela metade do preço. Fui. E achei uns MA-RA! De textura aveludada, eles pareciam de tecido. O fundo de papel e os desenhos de veludo. Um LUXO. Daí falei: pronto! Achei o que eu procurava.

"Quanto ficaria dois rolos, moça?", perguntei inocente. Eis que ela me lança a resposta no estilo "pergunta o que quer, ouve o que não quer, minha filha".
" Dois rolos... Hum... (momento calculadora). Oito mil reais" (com aquela cara de quem diz pra mim: "SUA POBRE!").

Oi? OITO MIL???? Para uma parede 3X3 metros? KKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É claro que ela veio com aquele discurso que era de primeiríssima qualidade, durabilidade, blá, blá, blá, e que eu não ia me arrepender de levar, etc e tal.

Minha filha, meu apartamento é alugado! Só se eu levar a parede comigo quando eu for embora, porque até agora nenhum móvel meu não custou nem a metade disso. Confesso que saí da loja deprimida, pensando: "Será que o papel é um absurdo mesmo ou sou eu que ganho pouco?". Mas antes, já que eu tinha assumido o papel de mendiga na loja, peguei meu celular e tirei umas fotos para vocês.


São dois modelos. O da frente em preto e o de trás, cinza. O fundo era papel de parede comum e esses desenhos eram tipo um veludo.



Mais dois modelos: com branco e todo preto. Não é um luxo?


Esse foi meu preferido. Esse todo preto, por mais que seja preto, não fica aquele DARK, fica chique, né? Passar a mão nele é  uma delícia ...


Mais dois modelos: um preto e branco e outro prata e preto. Esse era mais barato. Saía SÓ R$ 3 mil. Ah, tá... Mas não era o que eu procurava.



O catálogo é de uma marca chinesa chamada EVA. Não consegui achar nada na internet da marca. Se alguém passar ali na China, traz pra mim, ok?

PS: É muita pobreza tirar foto de algo que você não pode comprar?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Papel de parede: yes, we can!

Comecei a querer muito (ultimamente tenho desejado mais que dólar) um papel de parede no meu quarto. Ai, eu acho que fica uma COISA, super aconchegante, a cara daqueles quartos de hotel de luxo (sabe aqueles que ganham de "mais charmoso" na Quatro Rodas?)! E como eu quero decorar meu quarto num estilo bem feminino, com lustre, colcha de cetim e tal, aí que tem tudo a ver mesmo, não é? Quero um modelo preto e branco.

Então comecei a pesquisar o dito cujo. No começo, eu achava que seria uma coisa super econômica, que iria dar um UP em uma das paredes do quarto a baixo custo. Ledo engano... Quando fui na primeira loja aqui em Brasília, vi o sonho da medalha olímpica ir por água abaixo. Gente! Papel de Parede pode ser artigo de LUXO! Mas eu, como mais novo membro do mundo bloguístico, vou compartilhar e ensinar a vocês como ter um papel de parede a baixíssimo custo. Não! Isso não é um post "faça você mesma". Aliás, DEUS ME LIVRE esse negócio de faça você mesma. Definitivamente aqui não há o menor jeito para tal, nem se eu procurar na última folha da minha árvore genealógica. Sei escrever, me dou bem com as câmeras e tenho até banda de samba. Ou seja: minha cota de talentos já está esgotada. Aprecio DEMAIS quem sabe fazer e como dizia o velho poeta: "ADO, AADO, CADA UM NO SEU QUADRADO!".  Por isso não me meto. Mas isso eu já expliquei na apresentação do blog aqui na direita.

Bom, vamos aos fatos: primeiro você precisa saber quantos rolos de papel você vai precisar. Cada rolo, geralmente, tem 0,53 cm de largura e 10m de extensão e cobrem (mais ou menos) 5m2 de parede.

Como sou de humanas e não sei fazer contas, medi minha parede (com fita de costureira mesmo) e levei as medidas na loja e a vendedora me falou que eu precisaria de 2 rolos e que, no modelo que eu havia escolhido (importado, canadense, lavável, que fala, costura e ainda lava as louças e te leva água na manhã de ressaca) custaria a bagatela de.. R$ 1.050,00. Sóóóóó?!?!?!? Eis o modelo:



Marca: Tuxedo



Quase desmaiei. Ela teve a infeliz idéia de anotar o modelo pra mim no cartão e eu fui pra casa, frustradíssima e tive até que aumentar a dose da Fluoxetina. Mas sou loira, mas não tão burra assim, tive a brilhante idéia dar um Google no modelo. Meninasss e meninossss, saíram vááárias lojas em São Paulo que têm o mesmíssimo modelito. Sites mais interessantes:  http://www.origini.com.br/  e http://www.casadopapeldeparede.com.br/ . Preço? Em média R$ 570,00 os dois rolos e já com frete (mas sem instalação). Mas tem dezenas de outros sites. Liguei na primeira loja que eu tinha ido, joguei aquele caô, dizendo que eu precisava do telefone do cara que aplicava, porque precisva saber se minha parede estava em condições adequadas, que ela tinha uns buracos e eu não sabia o que fazer, blá, blá, blá. A vendedora me passou o telefone e... CINQUENTA CONTO. Foi o que ele me cobrou para aplicar. Total: R$ 620,00. Economia de R$ 430,00.

Não satisfeita, dei mais um Google (adoro essa expressão) e caiu num site americano. Mermãooooo!!!! TODOS os modelos de papel de parede possíveis e imagináveis. E o que é melhor: $ 14.49 o rolo single.  Para ficar do tamanho que vendem aqui no Brasil, um rolo daqui = um rolo double.  O que eu fiz? Comprei dois rolos doubles! $ 67.91, ou seja: EM TORNO DE R$ 120,00!!!!!!!!!!! Mais uns R$50 de frete e os "50 conto" da aplicação... Inacreditável, né? No MESMÍSSIMO papel, eu economizei R$ 830,00.

Como eu tenho amigos por lá, pedi para entregarem lá mesmo, porque é mais rápido e mais barato ainda. Mas o site diz que para entregas internacionais, é só mandar um email que eles dizem quanto é o frete.

Bom, caros leitores, é isso! Chega dá raiva, né? Meu papel já chegou na casa da minha amiga e ela está me mandando. Quando tiver tudo pronto eu posto aqui, ok?

Ah, claro! O site da loja: http://www.discountdecorating.com/

Eis alguns modelos que eu vi nesse esquema (eu andei olhando só os pretos e brancos, ok?)


Folhas





Olha esse de florzinhas, que mimo! Confesso que fiquei um mês na dúvida...





Não seria o máximo uma parede de poás?




O que eu comprei foi este. Não que seja o MAIS PERFEITO DE TODOS, mas é que faz o estilo do quarto que eu vou fazer, entende? Estilo é estilo...



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Amor platônico

É incrível. A maioria das pessoas que saem da barra da saia da mãe e resolvem montar sua própria moradia têm fixação pelo clean. Reparem: casa recém-motada e sempre tudo bem branquinho, laca com cromado, sem muitas cores berrantes. Bom, pelo menos no meu círculo de amizades tem sido assim. Eu tenho uma teoria: geralmente a casa dos pais (a não ser que o seus sejam bastante antenados) nos rementem àqueles móveis antigos, infância, tapete persa, madeira escura... Não é? E daí quando a gente monta nosso canto a gente quer aquelas coisas de novelas, sofá branco, tudo com cara de... Limpo e chique!

E comigo não foi diferente. Também quis tudo assim. Só que, com o passar dos anos, fui reparando que o clean também cansa. E o pior: ele pode se tornar impessoal e desaconchegante. Fiz um teste: minha sala é grande e me permitiu fazer dois ambientes (já que eu optei por não ter sala de jantar) - uma sala de estar e um Home Theater. Comecei montando a primeira: sofá branco, chaise long, etc. A segunda, que seria mais a "sala da bagunça" (leia-se: TV, criança pequena, biscoito) não investi muito. Por isso coloquei tapete de sisal, almofadas coloridas, puff vermelho. O resultado me surpreendeu: TODAS as pessoas que iam lá em casa, sem excessão, iam direto para a sala da bagunça. Eu podia fazer festas, jantares, etc, que todo mundo preferia se amontoar num sofá velho pequeno a sentar na sala bonitinha. O que era? Em conversas com as amigas, descobri que era o tal do ACONCHEGO. As visitas se sentiam melhor na sala que não era clean como eu queria. E assim, como uma geminiana nata, mudei de opinião. Não que eu não ache o clean bonito, muito pelo contrário, acho elegantérrimo. Mas uma coisa é ver. Outra morar nele.

Nesses meus passeios internáuticos, comecei a conhecer o trabalho de alguns Designers de Interiores/Arquitetos. E, sem querer, todos os ambiente que eu olhava e falava "Nooooooossssssaaaaaa, que tuuuuuuudooooo!" eram de uma mesma pessoa: Neza Cesar. Com o tempo, fui vendo que hoje ela é referência no quesito CORES e OUSADIA. Os trabalhos dela sempre têm papéis de parede, mistura de cores e estampas, que ficam super aconchegantes. Entrei no site dela e mudei minha concepção de cores. Putzz! Cada coisa que essa mulher faz, me dá mais ânimo para jogar na Mega Sena e poder comprar um apartamento na Vieira Souto e falar: "Vai, Neza, senta o dedo!"

Olha que delícia de sala!Diz aí se não é chique, moderna e aconchegante?



Essa sala de jantar é do apê da Karina Bacchi. Eu nunca diria que preto com rosa e VERMELHO ficaria bonito. E não é que ficou?




Quarto da Casa Cor. Olha a mistura de estampas e o charme do lustre no quarto. Eu quero!!!




Essa salinha é a casa da própria Neza. Não dá vontade de ficar o dia inteiro?




Meu Deus! PRE-CI-SO de uma colcha de cetim!





Esse ambiente também é dela. Mas diga aí: os outros têm muito mais personalidade, não é?


PS:  Hoje mesmo vou lançar uma tinta amarelo-ovo na minha sala. Depois desse post acho que minha casa está triste demais.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dança das cadeiras

Tenho reparado muito em como os Designers têm modernizado a tão antiga mesa de jantar. Para não ficar aquela coisa pesada, com cara de avó, as salas de jantar estão sendo inovadas com um tchãn que eu acho o maior barato (essas minhas gírias estão cada dia piores).

Mas o que eu tenho achado SUPIMPA são mesas com cadeiras diferentes. Uma mesa daquelas de "fazenda", de madeira de demolição, com cadeiras de acrílico vira outra coisa. Fica o último grito do verão. É um jeito de se aproveitar algum móvel antigo e ficar suuuuper "muderno".

Outra opção, é colocar cada cadeira de um jeito. Uma estofada, uma de madeira, outra de acrílico... E fazer uma composição que fica mais moderno ainda. O lance é criar. Pode tudo, até lançar poltronas tipo Luis XV nas cabeceiras das mesas.

Eu, particulamente, optei por não ter uma mesa na minha sala, porque é uma coisa que não faço questão. Uma que eu moro em apartamento, ou seja: não tenho mil cômodos para fazer sala de jantar, copa, quarto de hóspedes... Essas coisas que a gente vê em novela. E geralmente, em dias comuns, a gente come na cozinha mesmo (quando não come na frente da TV, né?). Duas que, se eu fosse uma exímia gourmet e fizesse jantares e mais jantares em casa (o que, definitivamente, não é o caso), eu teria que ter uma mesa com 24 lugares para acomodar todos meus amigos. Sabe aquela mesa de Laços de Família, que o Tarcísio Meira era o pai e sentava na cabeceira? Pronto! Daí eu teria que dormir na mesa, sentar em cima dela para assistir TV, porque não haveria mais espaço em todo apê. Então, para ter uma mesinha e acomodar 4 ou 6  pessoas e as outras terem que comer sentados no sofá, optei por não ter. Todo mundo comendo no sofá!!!

Mas isso não quer dizer que eu não goste de mesas. A-DO-RO! Aliás, estou esperando meu príncipe encantado aparecer na porta de casa e me levar num cavalo branco para uma mansão só para eu ter mesas como essas.


Olha aí, uma mesa de madeira com cadeiras moderninhas.



Estilos diferentes: cadeiras tipo Luís XV com mesa mega high-tech



Cadeiras com mesmo estilo, mas com estampas e modelos diferentes



Olha essa que fofa! Cada cadeira de um jeito!




E essa é meu xodó. Páááára tudo! Acabei de me arrepender de não ter colocado uma mesa na minha sala.


PS: Ok, vou fazer isso na mesa da minha cozinha para ela ficar CHOCANTE!